Bem Vindo

As Quartas-feiras de Osvaldo Cabral

Manter esta situação é prolongar uma máquina de fazer pobres.

Mais rotundas e piscinas?

Os Açores vão receber da Comunidade Europeia, nos próximos sete anos, qualquer coisa como 1.546 milhões de euros.
São mais 8 milhões do que recebemos neste último Quadro Comunitário de Apoio.
E no próximo ano receberemos de transferências do Estado cerca de 251 milhões.
Como é que vai ser aplicado este novo envelope financeiro?
Se olharmos para o historial dos últimos 25 anos de apoios comunitários, veremos que o balanço não é muito famoso.
No global, a classe governante esqueceu-se de apostar na competitividade da economia e optou, quase sempre, por investir em infraestruturas não-reprodutivas, cobrindo o país e a região de inúmeras obras de cimento e betão.
No país, temos a maior rede de autoestradas de toda a Europa, para um número reduzidíssimo de circulação de viaturas (Bruxelas já proibiu mais dinheiro para este peditório), e nos Açores temos o maior número de marinas por metro quadrado, rotundas, pavilhões e piscinas que não funcionam.
Se prosseguirmos nesta política de agradar aos autarcas e eleitores em vésperas de eleições, então o mais certo é que vamos continuar a assistir ao definhar da nossa economia, aumentando cada vez mais a nossa dependência do exterior.
Manter esta situação é prolongar uma máquina de fazer pobres.
E não sou só eu que o constato.
Ainda esta semana, o sociólogo Fernando Diogo, que conhece bem esta realidade, porque já passou pela governação açoriana, foi peremptório: "A forma como a sociedade açoriana está organizada facilita bastante a reprodução da pobreza".
Há que dirigir os novos financiamentos para os investimentos reprodutivos, projectos de investigação nas áreas onde temos grandes potencialidades, mas onde apresentamos graves carências de empreendedorismo.
A agricultura, o mar e o turismo são os três eixos naturais do nosso universo económico que irão sofrer profundas alterações nos próximos tempos.
As inovações que se vislumbram nestas três áreas merecem um olhar mais atento - e urgente - por parte de quem irá deter a responsabilidade de distribuir os novos fundos comunitários.
Ainda não conhecemos o Orçamento da Região para o próximo ano, mas ao olhar para o Plano, que vai ser agora apresentado, ficamos com a sensação que vem aí mais do mesmo...
O Plano para 2015 ronda os 489 milhões de euros (mais 61 milhões do que no ano anterior), só que neste valor estão incluídos 42 milhões para a SATA (mais do que o dobro do ano anterior, certamente para pagar calotes em atraso), 26 milhões para as SCUT de S. Miguel e cerca de 11 milhões para o Hospital da Terceira.
Como se vê, nada que tenha impacto directo na economia.
São despesas já efectuadas, com a agravante de se estar a liquidar contas a fornecedores de fora da região.
Se o Orçamento seguir a mesma linha, estamos bem tramados.
Este ano gastámos 305 milhões de euros em pessoal e mais 309 milhões para outros serviços, por transferência.
As despesas correntes atingiram 668 milhões, num orçamento de 1.300 milhões, onde se incluem 182 milhões para operações fora do orçamento.
A continuar este tipo de despesas, resta pouco para os sectores vitais da nossa economia.
E o próximo ano, como sabemos, não será para brincadeiras.
A começar pelo fim das quotas leiteiras, que vai obrigar os nossos produtores e a nossa indústria a aplicar novos métodos e outro redimensionamento, se quiser competir com os outros países.
O turismo, com a entrada das "low-cost" e de grupos investidores na hotelaria, vai exigir nova avalancagem no sector, precisando de forte investimento na formação de recursos.
Depois, o mar, a nossa maior riqueza, mas o sector que vive dele mantém-se no limiar da pobreza.
Outros, com outra visão e menos recursos, já nos ultrapassaram.
Só um exemplo: em Olhão, no Algarve, há uma empresa que se aliou a um grupo japonês, que cria atum rabilho em aquacultura para exportação.
Já chegou a facturar 6 milhões de euros, criando pouco mais de mil atuns, que podem atingir os 300 quilos.
Cerca de 95% destinam-se aos mercados do Japão, EUA, Canadá e Inglaterra.
Nós, nos Açores, temos o melhor mar e o melhor atum; eles, no Algarve, estão a 6 horas dos EUA e Canadá, nós a 4.
Então o que é que nos falta?
Falta-nos lucidez e redireccionar o investimento.
Em vez de rotundas e piscinas...

Diário Insular, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

 

 


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