Decorre os Domingos do Império do Espírito Santo em Montreal e redondezas
Tal e qual como no Raminho, decorre os Domingos do Império do Espírito Santo em Montreal e redondezas! Considerado como tempo de partilha, de alegria, de sopas, massa sovada e vinho, todos são convidados para a reza do terço e todos se sentam à mesa, louvando o Divino Espírito Santo na participação do grande banquete Eucarístico. Vários membros da família são coroados, porque naquele dia todos são reis!
O 6° Domingo do Espírito Santo está a cargo de Álvaro Godinho, que este ano decidiu prestar uma digna homenagem à divindade por ter gosto de reviver as nobres tradições que herdou da sua família. Álvaro Godinho é natural da Freguesia do Raminho, tendo emigrado para o Canada com seus pais, José Gabriel e Leovigilda Godinho com a tenra idade de 4 anos.
Álvaro Godinho e família têm a Coroa do Divino Espírito Santo em casa durante uma semana e fez questão de transformar o seu próprio lar em templo. Todos os dias se reza o Terço, com parentes, vizinhos e amigos. Pouco antes da reza do terço, Álvaro Godinho, recita um lindo poema dedicado a família, no qual deixa todos os presentes comovidos. Depois do Terço a mesa está posta para a confraternização.
É tambem de salientar as harmoniosas bandeiras do Espírito Santo que foram executadas à mão por sua mãe, Leovigilda, contendo todos os ornamentos e cores oficiais do Espirito Santo.
17 de Maio de 2012
Honorato Bettencourt Lourenço
Tempo de Espírito Santo
Por Álamo Oliveira
In «Raminho dos Folhadais»
Vai, no caminho, a briança
Seguida dos cantadores,
Saudando a esp`rança
À porta dos criadores.
Louvam quem teve o cuidado
De, no Raminho, engordar,
Tanta cabeça de gado,
Tanta esmola a partilhar.
No bodo, vai dar-se pão,
Carne, vinho, muita poesia
Rimada em oração
Na noite da cantoria.
Quem anda pelo caminho
De cabeça levantada,
Sente que o ar do Raminho
Cheira a massa sovada.
E, se apurar os sentidos,
Vai ver que, sobre a mesa,
Os cheiros mais atrevidos
São de alcatra, com certeza.
Bem pode molhar o pão
Nesses cheiros divinais.
À mesa, os pobres são
Raminho dos Folhadais.
Pobres que bem ricos são
Porque fazem da bondade
O bodo de caridade
Na praça do coração.
Por isso, há este encanto
De querer ser imperador
E levar os Espírito Santo
Em cortejo de louvor.
Cortejo com todos nós:
Duas alas de harmonia,
Cantando, numa só voz,
Uma antiga Avé-Maria.
Sob o sombreiro da faia,
Há sorrisos e há beijos.
Caem confeitos na saia
Muito brancos de desejos.
A pomba de alfenim
Lá vai voando no peito
De um grande amor-perfeito
Apanhado no jardim
Desta linda freguesia,
Enfeitada de corais,
Debruada de magia...
Raminho dos Folhadias!
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29 de Abril de 2012
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