Recordar é Viver (Ver foto em Galeria)
O espaço rural do Raminho sempre evocou, acima de tudo, a paisagem e a tranquilidade, o ambiente e a liberdade, a harmonia e a qualidade de vida” Na mesma linha, a equação “ambiente = campo = natureza”. A calma e a tranquilidade são as características mais significativas que se associam ao Raminho, é um lugar calmo para se viver, onde as pessoas se sentem bem.
Recordar actividades antigas
Nas actividades produtivas tradicionais antigas, quem tinha pequenas propriedades, e não fazia criação de animais, vivia de “meias”, isto é, cultivava os terrenos de outros parentes, dando o seu trabalho e as sementes e ficava com o compromisso de conceder metade da produção ao proprietário do terreno. Nessa altura, havia muita gente a trabalhar na agricultura e havia muita abundância de produção. Para garantir a produtividade da terra eram utilizadas formas ancestrais de adubagem. Como complemento às actividades agrícolas surgia a pecuária: Havia aquela gente que tinha gado, pouco, porque agora é que há lavouras grandes. Naquele tempo quase toda a gente tinha uma vaca, duas, três, quatro. Cinco ou seis já era muito. Contrariamente ao que se verifica na actualidade, o tipo de gado existente era o ovino. Na sequência desta abundância de ovelhas outras actividades correlacionadas surgiam como é o caso da fiação de lã, trabalho essencialmente realizado pelas mulheres. No passado havia mulheres a fiar lã de ovelha. Faziam-se serões na altura, especialmente quando era para casar filhos, para os preparar com as roupas. Algumas das marcas simbólicas deste passado, são a inter-ajuda e as relações de vizinhança. Todos se ajudavam uns aos outros. A vizinhança vivia como em família. Quando era necessário alguma coisa que não se tinha em casa pedia-se aos vizinhos. A solidariedade aparece também como um valor fundamental deste tempo, solidariedade, esta que ultrapassava as barreiras das próprias classes sociais. Mas esta solidariedade não invalidava a existência de desigualdades sociais, as pessoas que não possuíam terrenos e que trabalhavam para os senhores, tinham uma vida bastante mais difícil, porque nem sempre tinham trabalho. Os proprietários procuravam não empregar muitos homens porque tinham também de lhes pagar com aquilo que a terra produzia. Um dos ofícios ancestrais desta freguesia era a arte de fazer galochas. Pais e filhos trabalhavam no mesmo ofício. Os filhos, iam ao mato, ao Pico Rachado e às Veredas, buscar a madeira de Cedro do Mato para fazer as galochas. Outro dos ofícios tradicionais existentes era o de carvoeiro. Passavam o dia no mato, ao rigor do tempo e da fogueira, queimavam a lenha e traziam o carvão para vender. Iam vendê-lo até à cidade, às vezes com um saco às costas ou numa carroça que tinham de pagar o carreto. Os carvoeiros cantavam enquanto a fogueira ardia. Muitas vezes quando chegavam, o homem ia com o milho para a moagem e a mulher esperava pela farinha para cozer o pão e no dia seguinte começavam a lida logo de madrugada. Era tudo cozinhado a lenha.
Aqui deixei um pouco de como se vivia no Raminho. Tentaremos ao longo deste mandato recolher e pesquisar informação sobre a forma como se vivia antigamente nesta freguesia. Temos orgulho da nossa freguesia ser considerada a mais rural da ilha Terceira, o que nos faz diferentes, podendo-nos considerar assim, senhorios da nossa própria cultura.
Honorato Lourenço
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Filme do Raminho
1ª Parte:
http://www.youtube.com/watch?v=qCRv6gg1_3s
2ª Parte:
http://www.youtube.com/watch?v=cu2shu0u0tY&feature=related
3 Parte:
http://www.youtube.com/watch?v=8tiKNoSK81s&feature=related
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OUTROS VIDEOS DO RAMINHO EM:
www.youtube.com/user/cesarmultimedia
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Site da Junta de Freguesia do Raminho
“ Uma janela aberta para o mundo”